Quais são as principais demandas da Geração Z no mercado de trabalho? De acordo com uma pesquisa do Infojobs, divulgada pela CNN, jovens da Geração Z priorizam propósito, bem-estar e alinhamento de valores em suas escolhas profissionais.
Mais de 70% apontam salário e estabilidade como fatores centrais, mas o que diferencia esses novos talentos é a busca por empresas que reflitam seus princípios e ofereçam equilíbrio entre vida pessoal e carreira.
No entanto, segundo estudo da Gallup, os níveis de engajamento entre jovens profissionais caíram consistentemente desde a pandemia, e muitos relatam sentir menos conexão à missão das empresas e menos reconhecimento dos líderes.
Para gestores e líderes de RH, o desafio é enorme: como manter a Geração Z envolvida e comprometida em um cenário de mudanças rápidas? Como garantir que o engajamento não caia e a rotatividade não dispare?
Continue a leitura para entender as principais demandas dessa geração e como incorporá-las à sua estratégia de gestão de pessoas!
Quem é a Geração Z no mercado de trabalho?
A Geração Z (pessoas nascidas entre 1995 e 2010) representa a primeira leva de profissionais 100% nativos digitais. Esses indivíduos cresceram imersos em tecnologia, redes sociais e acesso rápido à informação. Essa vivência moldou uma geração que valoriza propósito, flexibilidade e inovação, e espera o mesmo das empresas.
Em geral, as principais características da Geração Z no mercado de trabalho são:
- totalmente digital: cresceu com tecnologia e integra ferramentas digitais em todas as rotinas de trabalho;
- alta adaptabilidade: lida bem com mudanças rápidas e ambientes dinâmicos;
- comunicativa e direta: prefere interações transparentes, feedbacks frequentes e comunicação horizontal;
- centrada em diversidade: entende a inclusão como parte natural da cultura organizacional;
- guiada por valores: tende a escolher empresas com propósitos bem definidos e éticos;
- atenta ao bem-estar: prioriza saúde mental e equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
- curiosa e autodidata: aprende rápido e busca atualização constante;
- movida por desafios: prefere ambientes que ofereçam oportunidades de inovação e impacto.
Embora essas características já deem uma boa ideia sobre o perfil da Geração Z, a seguir, você verá em mais detalhes quais são suas principais demandas no mercado de trabalho.
Quais são as principais demandas da Geração Z?
A Geração Z busca propósito, bem-estar e crescimento contínuo no mercado de trabalho. Valoriza empresas com cultura inclusiva, flexibilidade e estrutura digital moderna. Além disso, espera benefícios personalizados e um ambiente que une propósito, autonomia e equilíbrio emocional, que reflete seus valores e estilo de vida.
A seguir, entenda em detalhes as demandas da Geração Z que orientam suas escolhas profissionais.
1. Propósito e valores alinhados
Para os jovens profissionais, trabalhar vai além de executar tarefas. A atividade precisa ter um significado conectado a valores pessoais e a um impacto positivo.
A pesquisa do Infojobs mostra que 34,6% dos jovens escolhem atuar em áreas fora das tradicionais justamente para encontrar essa identidade profissional. Um levantamento do ManpowerGroup reforça a tendência: 80% dos colaboradores afirmam que o trabalho deve ter propósito e significado.
2. Saúde mental e bem-estar
Nenhum outro tema ganhou tanta relevância entre os jovens quanto a saúde mental no ambiente corporativo.
O estudo do ManpowerGroup revela que 49% dos profissionais sentem estresse diariamente, e as pessoas com menores níveis de estresse têm o dobro de chance de permanecerem em seus cargos atuais.
3. Desenvolvimento de carreira
O crescimento profissional precisa ser visível e contínuo. Essa geração dá preferência a empresas que enxergam o desenvolvimento como parte do trabalho, não como uma etapa eventual.
O estudo global do ManpowerGroup destaca que 59% dos trabalhadores não receberam nenhum treinamento nos últimos seis meses, um número que evidencia uma lacuna entre o desejo de evolução e a realidade oferecida pelas empresas.
4. Flexibilidade de trabalho
A flexibilidade deixou de ser um benefício e passou a ser um critério essencial para a Geração Z no mercado de trabalho.
Segundo a pesquisa do Infojobs, 56,2% dos jovens valorizam modelos de trabalho remoto ou horários flexíveis. Esses profissionais cresceram conectados e dominam o home office com naturalidade.
Um estudo da McKinsey ainda reforça que a flexibilidade é um dos quatro fatores que mais influenciam a satisfação dos jovens, ao lado de propósito, carreira e compensação.
5. Ambientes diversos e inclusivos
A Geração Z cresceu em um contexto de pluralidade e entende a diversidade como parte natural da vida profissional.
Ambientes que acolham diferentes identidades, origens e estilos de pensamento estimulam a inovação e fortalecem o senso de pertencimento, dois fatores diretamente ligados ao engajamento.
6. Reconhecimento real
A pesquisa do Infojobs aponta que 45,2% dos jovens consideram a falta de reconhecimento um dos principais motivos para deixar uma empresa. Esse dado reforça a importância da valorização cotidiana, feita por líderes próximos e atentos.
O reconhecimento constante não se resume a elogios: envolve destacar como o trabalho individual contribui para o resultado coletivo e reforçar o papel da pessoa no time.
7. Digitalização e modernidade
A Geração Z é a primeira força de trabalho completamente nativa digital. São jovens que cresceram conectados, acostumados a resolver problemas por meio da tecnologia e a interagir com informações em tempo real.
Portanto, os profissionais esperam que as empresas ofereçam estruturas, ferramentas e processos que refletem essa mesma fluidez.
8. Benefícios personalizados
A Geração Z no mercado de trabalho trouxe uma nova visão sobre o papel dos benefícios corporativos. Para esses profissionais, os pacotes tradicionais, padronizados para todos, já não atendem às diferentes realidades e prioridades individuais.
O estudo do Infojobs revela que 50,7% dos jovens priorizam remuneração competitiva e incentivos diferenciados. Essa combinação revela uma expectativa por propostas mais flexíveis, que integrem não apenas o aspecto financeiro, mas também bem-estar, aprendizado e equilíbrio.
Mas quais seriam esses benefícios corporativos para jovens talentos que fortalecem a conexão entre empresas e novas gerações?
Quais benefícios corporativos para jovens talentos podem conquistar a Geração Z?
As empresas que desejam atrair jovens talentos precisam oferecer benefícios corporativos flexíveis e personalizados. Cartões com saldo dinâmico, programas de bem-estar, apoio à educação, auxílio home office e reconhecimento digital fortalecem a autonomia, o equilíbrio e o engajamento da Geração Z no mercado de trabalho.
Alimentação e restaurante com saldo dinâmico
Para a Geração Z, autonomia é sinônimo de confiança. Oferecer incentivos que permitem ao colaborador escolher onde e como utilizar seus recursos (seja em supermercados, padarias ou restaurantes) reforça a sensação de liberdade.
Modelos de cartão de benefícios com saldo dinâmico entre alimentação e refeição atendem tanto às exigências do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) quanto à busca por flexibilidade. Enquanto o RH mantém controle sobre as regras, o colaborador pode decidir o que faz mais sentido para seu dia a dia.
Essa flexibilidade acompanha o comportamento da geração: um levantamento de 2024 da Ticket mostrou que 51% dos consumidores da Geração Z pedem comida por delivery regularmente. Ou seja, os jovens profissionais esperam soluções compatíveis com seus hábitos de consumo e estilo de vida digital.
Benefícios flexíveis e integrados
Um dos pontos mais importantes para jovens talentos é a possibilidade de personalizar benefícios de acordo com o momento da vida.
Ter um único cartão com acesso a várias categorias (alimentação, home office, educação e bem-estar) traduz o que essa geração espera de uma empresa moderna: simplicidade, autonomia e confiança.
Essas soluções transformam o pacote de benefícios em uma experiência contínua e digital, que se adapta à rotina e reforça o vínculo entre colaborador e organização.
Bem-estar e saúde integral
Com tantos profissionais relatando estresse diário, cuidar da saúde mental e física se tornou uma prioridade.
Benefícios voltados ao bem-estar e cuidados com a saúde, como acesso a farmácias, academias, clínicas e terapias, representam o investimento da empresa no equilíbrio e na qualidade de vida do time. Essa atenção fortalece o engajamento e reduz a rotatividade, dois dos maiores desafios atuais para o RH.
Educação e desenvolvimento contínuo
A Geração Z associa sucesso profissional a aprendizado constante. Benefícios que permitem investir em cursos, idiomas, treinamentos ou ensino à distância ajudam a construir um vínculo de longo prazo com a empresa.
Programas de incentivo à educação também reforçam a imagem de uma marca empregadora (employer branding) que investe em desenvolvimento real, não apenas em discurso.
Home office e novas formas de trabalho
O trabalho remoto consolidou um novo modelo de vida profissional, e a Geração Z aprecia empresas que reconhecem essa mudança.
Benefícios que cobrem custos de home office, como energia, internet ou equipamentos, mostram sensibilidade às novas dinâmicas de trabalho. Além de aumentar a produtividade, essa prática reforça o sentimento de pertencimento e cuidado, mesmo à distância.
Reconhecimento digital e premiações
O reconhecimento imediato é uma das principais linguagens da Geração Z no mercado de trabalho.
Soluções digitais de premiação e incentivo permitem recompensar conquistas de forma prática, com créditos que podem ser usados em diferentes categorias, de experiências e produtos a transferências diretas.
Por que entender e melhorar o engajamento da Geração Z é estratégico para os negócios?
A Geração Z representa a força de trabalho que moldará o futuro das empresas. Com o avanço da digitalização e a consolidação dos modelos híbridos, o engajamento se tornou um indicador de competitividade: quanto mais conectado o colaborador se sente, maior tende a ser a produtividade e a retenção de talentos.
As novas gerações esperam mais do que estabilidade: buscam desenvolvimento, reconhecimento e benefícios que acompanhem o ritmo da vida atual. Esse novo perfil de expectativas leva as empresas a repensarem suas políticas de gestão e a construírem ambientes mais flexíveis e com propósito.
Nesse contexto, a gestão de benefícios ganha um papel estratégico. O modelo antigo, em que todos recebiam o mesmo pacote, perdeu espaço para formatos mais dinâmicos. As empresas que dão mais autonomia e flexibilidade criam uma relação mais genuína e duradoura com suas equipes.
Entender essas mudanças não é uma questão de modismo. É um passo essencial para manter as empresas como espaços onde as pessoas querem estar, contribuir e crescer.
Este conteúdo foi produzido pela Ticket, marca pioneira e líder em benefícios no Brasil, reconhecida por transformar a relação entre empresas e colaboradores por meio de soluções flexíveis, digitais e completas.